terça-feira, 2 de junho de 2009

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São 1:12 da manhã , e o culpado da contribuição pelo escurecimento dos meus dentes é você. Jogo os restos de cigarro pela janela da mesma forma que você me jogou. Jogou os 2 anos pela janela por outra. Jogou a última transa no lixo enquanto eu guardava tudo o que podia no mais âmago. Todos os gozos, guardo como se fossem objetos de uma coleção. Sou uma colecionadora. Coleciono você o quanto posso. Com um carinho incompreensível, com um respeito inquestionável.
A mulherzinha disponível foi trocada por uma bebedora de champanhe... Uma Maria-champanhe, que a qualquer momento quando sua safra de uvas acabar, vai jogá-lo no lixo. Como uma garrafa de Chandon falsificada.
E você nem gosta disso. Não gosta sequer de espumante. Gosta mesmo é do que eu lhe dou. Gosta tanto que fez uma despedida. Despedida de solteiro. Sabe bem que não tolera patricinhas que seguram a onda para fazer joguinhos fúteis para que depois ela consiga você.
Ela conseguiu.
Você esta doente? Tome cuidado pois a disponibilidade , um dia, acaba. Vai acabar. Vai acabar por necessidade, nunca por vontade. Não tenho o mínimo interesse de fechar a firma. Mas é como não ter convênio. A necessidade de outros pode ser mais conveniente.
A conveniência fez você se despedir.
Falar que não acreditava no nosso relacionamento? Não me procurasse, porra. Você não sabe o quanto me faz mal a idéia de sofrer por pequenas paixõezinhas que vieram a acontecer na sua ausência. Adorava sofrer menos. Adorava lembrar que já sofri mais por alguém. Por você... Adorava ou não. Adoro sofrer por você. Amo.
A condição que eu lhe dava era das melhores. Sexo sem compromisso, pessoa legal que faz parte do seu mundo. Que bebe você. Que fuma você.
Não sabes o quanto perde em ficar longe de mim. Não alegavas não se apaixonar por ninguém? Não se envolver com ninguém? Pois digo: Namoro de fachada! Namoro pra manter status. E sabes o que é status? Querer ser alguém e não ser você mesmo.
“E em pouco tempo não serás mais o que és.”
Não aceito esse namoro. Não por mim, mas por você estar deixando de ser você mesmo!
Então resignarei.
Não vou lhe procurar mais , e peço que não torne essa tortura mais traumática. Me deixe viver a vida, que estava quase em ordem sem você. Acho que, na verdade, ela não é ordenada com sua ausência. Mas é mais calma.
Apesar do meu gosto intenso pelo sofrimento, não te quero agora. Por ora. Pois não adiantaria mesmo. Você está sofrendo de cegueira. Vá a um oftalmologista. Você sabe que precisa e já te falei isso mil vezes.
Talvez essa auto-multilação me faça bem. Cada um pensa o que quer. Vou me encontrar. O amor vem do nada e de nada. E deveria ficar, e fica. Está. Estará.
Se não tinha motivos para reclamar, agora tenho. Filho da puta que se consagre tem mesmo é que ficar com patricinhas megeras , que não sabem o valor de ser pega desprevenida de não estar produzida adequadamente para foder. De manter o compromisso sem manter a reputação das virilhas. E ter que realizar as vontades de um homem.
E segundo Fabrício, “homem gosta é de mulher desprevinida, que não aguarda o melhor momento, mas deixa aquele momento , tão ínfimo e opaco, despretensioso e discreto, encontre sua grandeza.”
Então esperamos que o fodido do tempo determine a permanência desse relacionamento patético.
E torça, rapaz, para que a permanência do meu interesse continue na mesma intensidade de sempre.
Acredito que não.
Agora.
Por ora
.

“Eu não sei porque o amo. Não me fale. Quem sabe deixou de amar.” (F.C.)

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