sexta-feira, 31 de julho de 2009

NO QUE CONCERNE AO BELO TEATRO DO ORGASMO FINGIDO

O fingimento do gozo também pode ser uma prova de amor, como o amor vadio das putas;

antes o fingimento do que a ausência da dramaturgia amorosa de fato;

tem um quê de distanciamento brechtiano no orgasmo fingido;

tem até mesmo um gozo que deveras sente;

tem mais de verossímil no fingido do que em muitos ditos verdadeiros;

a favor das que fingem com decência;

melhor que fingir a velha dor de cabeça;

contra a verossimilhança exagerada dos orgasmos com caras & bocas;

a favor do agrado do teatro, puro teatro, como na canção almodovariana de La Lupe.


SÁ; X.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Love me or leave me

This affair is killin me
I cant stand uncertainly
Tell me now
Ive got to know
Whether you want me to stay or to go
Love me or leave me

Or let me be lonely
You wont believe me,
I love you onlyId rather be lonely
Then happy with someone else

You might find the night time
The right time for kissin
But night time is my time
For just reminiscin
Regrettin instead of forgettin
With somebody else

Therell be no one
Unless that someone is you
I intend to be independently blue
I want your love
But I dont want to borrow
To have it today to give it back tomorrow
For your love is my love
Theres no love for nobody else

[Billi Holliday]

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Frase do dia.

Crer é muito monótono.
A dúvida é apaixonante.

WILDE; O.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ooo lá em caaaaaasa!




Responda qual é o melhor comentário:
a) hmmmmmm
b) tomando vinho e fumando cigarro?
c) e essa marquinha?
d) jesãs, pai dos fracos!

Men's day!



Craig, Daniel Craig!

"O perigo está na carne. Sempre. O resto é fundamentalismo de vegetarianos que se acham imortais e melhores do que o resto da humanidade. Não troco o meu pedaço de carne, a sagrada mistura, por nada nesse mundo."
rá!!!!!!
Xico Sá

Dia da virilidade!

Robert Pattinson ilustrando o blog nesse dia de virilidade!

"Já disse um poeta, uma vez,
Que o homem
Com toda a sua fortaleza
Desce da nobreza e faz
O que a mulher quer! "

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O que eu nunca vou esquecer

Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços, o que eu nunca esqueci.
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim...

Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...

Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
E o amor mais amigo que me apareceu...

Das lembranças que eu trago na vida,
Você é a saudade que eu gosto de ter!
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez...

Me esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer, por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder...

Ah! Você foi toda a felicidade,
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer...


[Roberto Carlos - Outra vez]

Não adianta nem tentar

Detalhes

Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver...
Detalhes tão pequenos de nós dois,
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai ver...

[...]

Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei, mas eu duvido!
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim...

A noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim...

Se alguém tocar seu corpo como eu
Não diga nada.
Não vá dizer meu nome sem querer
À pessoa errada...

Pensando ter amor nesse momento
Desesperada você tenta até o fim
E até nesse momento você vai
Lembrar de mim...

Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo amor em quase nada
Mas "quase" também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso de vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...

Não adianta nem tentar me esquecer,
Durante muito, muito tempo em sua vida
Eu vou viver



[Roberto Carlos]

sábado, 11 de julho de 2009

Vira Lata

danço o bolero de um mosaico só para quem dança o cha-cha-cha de um pé atrás, danço, e quem sabe um dia encontro você, tomo seu pulso entre minhas mãos, num táxi solene, como em You do Not Have To Love Me... e desperto só, a minha mão em sua ausência, no Discipline Hotel...

rezei para você me querer, rezei para você não me querer, agora assobio na rua, ciente de que o coração de um vira-lata sempre ressuscita na primeira curva, logo assim que cruza a solidão enferrujada da linha do trem.

SÁ; X.

o inferno é o excesso do bem

Folheava com admirável assombro um livro de gravuras sobre o inferno. Mundaréu agonizando castigos indescritíveis. Vítimas de chicotes, fogueiras e arreios. Mulas de pedra e dor. Um mar de cotovelos e joelhos estalando no precipício. Os pais me emprestaram as pinturas para ficar com medo de pecar e só aumentaram a minha curiosidade. Não levei a sério.
Se fosse verdade, o masoquista faria reserva do caldeirão. Discordo que o inferno seja a privação do que gostamos. A renúncia do que não valorizamos. O inferno é o que a gente ama, mas em excesso.
Lembro da torta de nozes. Era apaixonado, comia uma fatia por noite durante anos. Botava guardanapo na gola para naufragar a barba no creme. Hoje não suporto o cheiro. Tortura seria me colocar dentro de uma vitrine repleta do doce. O mesmo ocorreu com a panelinha de coco, o alfajor, o chocolate em barra.
Alegria em demasia é tristeza. Quem repete três vezes seu prato predileto tem rosto de velório. O paraíso é o bocado, o gole gostoso, o pouco intenso. Deixar o que se deseja para depois e nunca deixar o desejo.
As mulheres reivindicam homens românticos. Pedem escandalosamente um perfil gentil, amável, cordial, obediente, misto de agenda (capaz de lembrar todos os aniversários e datas comemorativas) e diário (que escreva poemas e preencha cartões floreados). Na hora em que encontram o sujeito sonhado, querem distância. Consideram a figura grudenta, gosmenta, tediosa. Resmungam que é muito submisso (se você vem sendo chamado de fofo pela namorada está a um passo do despejo)
Os homens procuram mulheres com irrefreável apetite sexual. Para ter sexo a cada turno. Sem enxaqueca, trabalho e preocupações familiares. Caso pudessem, adotariam arquitetura de motel no quarto com retrovisores na cama. Pois quando se deparam com uma ninfomaníaca viram monges. Usam pijamas listrados. Decidem discutir a preliminar. Forram a cabeceira com dicionários. Revelam traumas de infância. Torna-se insuportável trepar a cada quinze minutos e não terminar um pensamento inteiro.
Não é mais questão de virilidade, é de sanidade. A transa depende da lembrança para renovar a imaginação.
Qualquer cinéfilo que assista a 12 horas de filmes fugirá da tela em branco. Qualquer médico que fique 36 horas de plantão desistirá de suas mãos.
O exagero do bem enjoa. O exagero do prazer é o inferno

CARPINEJAR; F.

Que possa te dizer do amor que tenho

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

MORAES; V.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pra que serve o amor?

A quoi ça sert l'amour?

On raconte toujours des histoires insensées.

A quoi ça sert d'aimer ?

L'amour ne s'explique pas !

C'est une chose comme ça, qui vient on ne sait d'où

Et vous prend tout à coup.

Moi, j'ai entendu dire

Que l'amour fait souffrir,que l'amour fait pleurer.

A quoi ça sert d'aimer ?

L'amour ça sert à quoi ?

A nous donner d' la joie avec des larmes aux yeux... C'est triste et merveilleux !

Pourtant on dit souvent que l'amour est décevant,

Qu'il y en a un sur deux qui n'est jamais heureux...

Même quand on l'a perdu,

L'amour qu'on a connu vous laisse un goùt de miel.

L'amour c'est éternel !

Tout ça, c'est très joli, mais quand tout est fini, Il ne vous reste rien

Qu'un immense chagrin...

Tout ce qui maintenant

Te semble déchirant,Demain, sera pour toi

Un souvenir de joie !

En somme, si j'ai compris,

Sans amour dans la vie,

Sans ses joies, ses chagrins,

On a vécu pour rien ?

Mais oui ! Regarde-moi !

A chaque fois j'y crois

Et j'y croirai toujours...

Ça sert à ça, l'amour !

Mais toi, t'es le dernier,

Mais toi, t'es le premier !

Avant toi, 'y avait rien,

Avec toi je suis bien !

C'est toi que je voulais, C'est toi qu'il me fallait !

Toi qui j'aimerai toujours...

Ça sert à ça, l'amour !...

PIAF; E.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Xico Sá sabe das coisas

De uma carta aberta aos covardes no amor etc.

Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobre moços, neste panfleto testosteronizado e inflamável, CUIDADO FRÁGIL. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, mostrem aos seus homens, namorados ou pretendentes, mostrem, recortem e colem nas geladeiras deles, larguem a página aberta no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira da cama, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol da quarta, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Caros, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas?
Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte. Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!
Ora, depois daquela intimidade toda! Tudo bem que não mandemos flores, mas um mimo em palavra, nem que seja um lacônico: “Foi ótimo, noite linda!”.
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noitada! E, claro, delicadeza.
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com firmes laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós.
Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Caros, esqueçamos até mesmo o temor de decepcioná-las, no caso dos exemplares mais generosos do nosso clube. Não há decepção maior no mundo do que a nossa covardia em fugir do que poderia representar os bons momentos da felicidade possível, repito, não a felicidade utópica, que é bem polêmica, mas a felicidade que escapa covardemente entre nossos dedos sujos de caneta Bic a toda hora. Acordemos, para Jesus, amigos homens, levanta-te e anda condenado!
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.


SÁ; X.