sábado, 20 de junho de 2009

A alma é fraca.

Podemos casar sem sexo. Mas amar depende de sexo forte e intenso. A alma é complacente, logo aceita qualquer migalha. O corpo, não. Orgulhoso de seu gosto, briguento, ferrenho. Não descansará se não for saciado. O corpo tem muito espaço para ser escrito. Não esquecemos do que foi lido em nossa nudez.
Se o cheiro não atrai, inútil apelar para as gentilezas. É o cheiro que chama, o cheiro que abraça, o cheiro que aperta.
O cheiro das pernas, o cheiro da nuca, o cheiro dos cotovelos, o cheiro dos joelhos. O cheiro da voz beijando, lambendo, chupando. Sou forçado a avisar a criança da década de 70 - antes que ela se perca de novo - que a carne é forte e a alma é fraca.
No paraíso ou no inferno, quero o estorno de meus pecados.
Tenho crédito em a ver.

[CARPINEJAR; F.]

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