quarta-feira, 6 de maio de 2009

Entrevista

JE — As sessões de autógrafo do Canalha! foram com palestras em que você diferencia canalha, cafajeste e pilantra. És uma autoridade no tema?
Carpinejar — Não sou uma autoridade. Não me entrego mesmo quando sou culpado. Aprendi a ser meu próprio álibi. O importante é estar comigo na hora do crime. (risos). O canalha é alguém que tem experiência, mas não se exibe. É insuportavelmente sincero - sua franqueza é coragem para amar. Ele é transparente, a mulher se descobre a partir dele. O cafajeste é o ansioso do relacionamento, quer levar a fama do caso e mente para se dar bem. Oferece um discurso pirateado e é narcisista para ouvir. O pilantra é o que conquista para tirar proveito e ser sustentado - sequer se apaixona.

JE — O canalha deve ser desejado, evitado ou domesticado pelas mulheres?
Carpinejar: Quando é evitado, torna-se ainda mais intenso e desafiador. Quando domesticado, acaba revelando que não era um canalha. A canalhice é um excesso de imaginação. A saída é desejá-lo. O canalha procura uma mulher capaz de entendê-lo e que não tente ajustá-lo.

JE — Retomando a canalhice: a infidelidade é inevitável na vida conjugal? Ou ser canalha tem nada a ver com isso?
Carpinejar: Não é inevitável, e um canalha pode ser monogâmico desde que sua alma coletiva seja estimulada. Não adianta pensar que o canalha vai parar de seduzir.


[Trechos da entrevista feita pelo jornal do estado com Fabrício Carpinejar]

Um comentário:

  1. A saída é desejá-lo. O canalha procura uma mulher capaz de entendê-lo e que não tente ajustá-lo.

    AGORAEUENTENDITUDO! kkkkkk
    Ô povinho difícil, jesãs

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