segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O (re)início da paixão.

Longe do interfone.

(...)
Encontrei naquele momento o início da paixão. Não precisavam telefonar no dia seguinte, já vinha mergulhados nele. O início sem reservas. O despudor da confiança, onde não há futuro, nem perspectiva, somente uma indigência feroz de pedir mais e mais entre um gesto e o seguinte.
O começo disposto do dia de dois apaixonados. Com um ritmo só deles, só possível para quem passou a noite transando ou procurando não dormir fazendo barulho com as unhas nos travesseiros. Eu invejava o espírito aventureiro que nada nega, que nada discorda, que nada dificulta, que coloca sua casa numa mochila de pano.
(...)


Fabro acompanha minha vida amorosa.
rs

Nenhum comentário:

Postar um comentário